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Para perder peso é necessário existir um défice energético: ao longo do tempo, o organismo precisa de gastar mais energia do que aquela que recebe através da alimentação.
No entanto, emagrecer de forma saudável não depende apenas de “comer menos”. A ingestão de proteína, a qualidade da alimentação, a atividade física, o sono, a composição corporal, alguns medicamentos e determinadas condições de saúde podem influenciar o processo.
Por isso, uma estratégia de emagrecimento deve procurar criar um défice energético adequado a cada pessoa, preservando simultaneamente a massa muscular e garantindo uma alimentação nutricionalmente equilibrada.

Perder peso significa simplesmente reduzir o número apresentado na balança. Essa redução pode resultar da perda de gordura, mas também de água, glicogénio ou massa muscular.
Emagrecer deve significar, sobretudo, reduzir massa gorda preservando o máximo possível de massa muscular.
É por esta razão que avaliar apenas o peso pode dar uma visão incompleta da evolução de um processo de emagrecimento. Sempre que possível, é importante acompanhar também a composição corporal.

Não existe um número adequado para todas as pessoas.
A velocidade de perda de peso depende do peso inicial, composição corporal, défice energético, estado de saúde, atividade física e estratégia nutricional utilizada.
Mais importante do que procurar perder o máximo de peso no menor período possível é garantir que a estratégia é nutricionalmente adequada, preserva a massa muscular e pode ser mantida durante o tempo necessário.

Uma perda de peso mais rápida pode acontecer, sobretudo nas primeiras semanas de determinadas estratégias alimentares. No entanto, perder peso rapidamente não significa necessariamente perder gordura na mesma proporção.
Parte da redução inicial do peso pode resultar de alterações na água corporal e no glicogénio.
Por isso, a velocidade da perda de peso deve ser analisada juntamente com outros indicadores, como a massa gorda, massa muscular, perímetro abdominal e evolução clínica.

Não.
O défice energético necessário para emagrecer não significa que seja necessário sentir fome constantemente.
Uma alimentação com proteína adequada, fibra, vegetais e alimentos com maior capacidade de promover saciedade pode facilitar o controlo da ingestão energética.
Se a fome for persistente ou muito intensa durante um processo de emagrecimento, a estratégia alimentar deve ser reavaliada.

Não.
É possível perder peso consumindo hidratos de carbono. O fator determinante para a redução de peso é a existência de um défice energético mantido ao longo do tempo.
Estratégias com menor quantidade de hidratos de carbono podem ser utilizadas em determinados contextos, mas não são a única forma de emagrecer.
A distribuição dos macronutrientes deve ser adaptada à pessoa, ao objetivo e à estratégia nutricional escolhida.

Não.
Nenhum destes alimentos impede, isoladamente, a perda de peso.
O que determina a evolução do peso é o conjunto da alimentação, as quantidades ingeridas, o gasto energético e a consistência ao longo do tempo.
Em vez de classificar alimentos isoladamente como “permitidos” ou “proibidos”, é mais útil analisar a alimentação como um todo.

Sim, mas é importante perceber o que significa ter um metabolismo mais ou menos elevado.
O metabolismo basal corresponde à energia que o organismo utiliza para manter funções essenciais, como respirar, manter a temperatura corporal ou assegurar o funcionamento dos órgãos.
O gasto energético total é influenciado por vários fatores, incluindo idade, sexo, peso, altura, massa muscular, atividade física e movimento diário.
Por isso, duas pessoas podem ter necessidades energéticas diferentes mesmo apresentando pesos semelhantes.

O gasto energético pode diminuir ao longo da vida, mas a idade não é o único fator responsável.
Alterações na massa muscular, redução da atividade física e mudanças no estilo de vida também contribuem para uma diminuição do gasto energético.
Preservar massa muscular e manter-se fisicamente ativo torna-se, por isso, particularmente importante à medida que envelhecemos.

Não é correto dizer que o metabolismo fica permanentemente “estragado”.
Durante uma perda de peso, o organismo pode reduzir o gasto energético. Este fenómeno é conhecido como adaptação metabólica ou termogénese adaptativa.
Além disso, uma pessoa com menos peso necessita naturalmente de menos energia para manter o organismo.
Isto ajuda a explicar porque pode tornar-se progressivamente mais difícil continuar a perder peso, mas não significa que o metabolismo tenha deixado de funcionar.

Um plateau acontece quando o peso deixa de diminuir durante determinado período apesar de a pessoa continuar a tentar emagrecer.
À medida que o peso diminui, as necessidades energéticas também podem diminuir. Simultaneamente, podem ocorrer adaptações no gasto energético, atividade espontânea, apetite e comportamento alimentar.
Por isso, uma estratégia que inicialmente produzia perda de peso pode necessitar de ser ajustada ao longo do processo.

Existem várias explicações possíveis.
As necessidades energéticas podem ter diminuído, podem existir pequenas fontes de energia difíceis de identificar no dia a dia ou pode ter ocorrido uma adaptação da alimentação e da atividade física ao longo do processo.
Também existem medicamentos e determinadas condições clínicas que podem influenciar o peso.
Quando existe dificuldade persistente em emagrecer, a solução não deve ser simplesmente “comer cada vez menos”. É importante avaliar o contexto individual e perceber onde pode estar a dificuldade.

Sim. As hormonas participam na regulação do apetite, saciedade, metabolismo energético e distribuição da gordura corporal.
No entanto, dizer que alguém “não emagrece por causa das hormonas” é geralmente uma simplificação excessiva.
O peso resulta da interação entre alimentação, gasto energético, composição corporal, atividade física, sono, genética, ambiente, medicação e diferentes mecanismos hormonais.

Não existe uma idade a partir da qual o organismo deixe de conseguir emagrecer.
No entanto, ao longo da idade adulta podem ocorrer alterações na composição corporal, nomeadamente redução de massa muscular, juntamente com mudanças na atividade física e no gasto energético.
Nas mulheres, a transição para a menopausa acrescenta ainda alterações hormonais que podem favorecer mudanças na distribuição da gordura corporal.
Isto significa que a estratégia pode precisar de mudar — não que emagrecer tenha deixado de ser possível.

A menopausa não provoca automaticamente aumento de peso.
Durante esta fase podem, contudo, ocorrer alterações hormonais, redução de massa muscular, alterações do sono, menor atividade física e mudanças na distribuição da gordura corporal, particularmente na região abdominal.
Por isso, algumas mulheres sentem maior dificuldade em controlar o peso durante a peri e pós-menopausa.
A estratégia nutricional deve considerar estas alterações em vez de simplesmente aumentar a restrição alimentar.

Sim.
A menopausa pode alterar algumas das condições em que ocorre o emagrecimento, mas não impede a perda de gordura.
Nesta fase, torna-se especialmente importante adequar a ingestão energética, garantir proteína suficiente, preservar massa muscular, manter atividade física — incluindo exercício de força — e acompanhar fatores como sono e sintomas associados à menopausa.

Porque o organismo e o comportamento não permanecem iguais durante todo o processo.
Quando o peso diminui, as necessidades energéticas também diminuem. Podem ainda ocorrer alterações no apetite, gasto energético e atividade física espontânea.
Além disso, estratégias muito restritivas são frequentemente difíceis de manter.
Por isso, uma estratégia de emagrecimento eficaz não deve ser estática: deve ser ajustada à evolução da pessoa.

O jejum intermitente pode ajudar algumas pessoas a reduzir a ingestão energética porque limita o período do dia em que comem.
No entanto, não existe uma vantagem automática apenas por existir um período de jejum.
Quando a ingestão energética e outros fatores são semelhantes, diferentes estratégias alimentares podem produzir resultados semelhantes.
O mais importante é encontrar uma abordagem nutricional adequada à pessoa e que consiga ser mantida.

Não existe um alimento capaz de acelerar significativamente o metabolismo ao ponto de, por si só, provocar emagrecimento.
Alguns nutrientes podem aumentar ligeiramente e temporariamente o gasto energético associado à digestão, mas esse efeito é pequeno.
A perda de gordura resulta do conjunto da alimentação, atividade física, gasto energético e comportamento ao longo do tempo.

Não existem alimentos que “queimem” gordura corporal de forma relevante por si próprios.
A utilização das reservas de gordura pelo organismo depende sobretudo do balanço energético e de vários mecanismos metabólicos.
Café, chá verde, limão, gengibre ou outros alimentos frequentemente apresentados como “queimadores de gordura” não substituem uma estratégia nutricional adequada.

Porque emagrecer não consiste apenas em receber uma lista de alimentos.
O nutricionista avalia o estado nutricional, composição corporal, hábitos, objetivos, dificuldades e evolução da pessoa e adapta a estratégia ao longo do processo.
O acompanhamento permite ainda identificar dificuldades precocemente, ajustar a alimentação e trabalhar a manutenção do peso depois da fase de emagrecimento.

Sim.
As necessidades energéticas e nutricionais variam de acordo com idade, sexo, composição corporal, atividade física, estado de saúde, preferências e objetivos.
Além disso, um plano alimentar só é útil se puder ser aplicado na vida real.
Por isso, a personalização deve considerar não apenas necessidades nutricionais, mas também horários, rotina, preferências alimentares e contexto social.

Sim. A consulta de nutrição online permite realizar avaliação, definir objetivos, estruturar o plano alimentar e acompanhar regularmente a evolução.
Existem algumas avaliações físicas que podem ser mais facilmente realizadas presencialmente, mas grande parte da intervenção nutricional pode ser desenvolvida à distância.
Na Dieta3Passos existem opções de acompanhamento presencial e online.

A Dieta3Passos é um método português de emagrecimento desenvolvido por nutricionistas em 2006, baseado numa abordagem nutricional estruturada em três fases.
Combina acompanhamento por nutricionista, plano alimentar adaptado à pessoa, monitorização da evolução e ferramentas de apoio ao processo de emagrecimento.
Os dois primeiros passos têm como objetivo a redução do peso e da massa gorda. O terceiro é dedicado à gestão do peso alcançado e à consolidação de hábitos alimentares.

A Dieta3Passos divide o processo de emagrecimento em três etapas:
1.º Passo — Emagrecimento Acelerado
Estratégia hipocalórica, com redução da ingestão de hidratos de carbono e maior aporte proteico, orientada para uma fase inicial de perda de peso.
2.º Passo — Emagrecimento Continuado
Continuação da redução de peso com evolução progressiva da alimentação e consolidação de novos hábitos.
3.º Passo — Gestão do Peso Ideal
Transição para uma alimentação de padrão mediterrânico, com foco na manutenção do peso e autonomia alimentar.
O acompanhamento por nutricionista permite decidir quando avançar entre as diferentes fases e adaptar a estratégia à evolução individual.

Nos dois primeiros passos, a Dieta3Passos utiliza uma abordagem com redução da proporção de hidratos de carbono.
No 1.º Passo, o plano alimentar é hipocalórico, hipoglucídico e hiperproteico. No 2.º Passo, os hidratos de carbono são progressivamente ajustados.
No 3.º Passo, a abordagem evolui para um padrão alimentar mediterrânico orientado para a manutenção do peso.
Por isso, a Dieta3Passos não deve ser entendida simplesmente como uma dieta low carb permanente, mas como um método estruturado em diferentes fases.

Os primeiros passos utilizam uma abordagem com maior proporção de proteína para apoiar o processo de emagrecimento e a preservação da massa muscular.
A quantidade adequada deve, contudo, ser determinada individualmente pelo nutricionista.
À medida que o programa evolui, a alimentação também é ajustada até à fase de gestão do peso.

Os resultados variam entre pessoas e não é possível garantir antecipadamente quantos quilos uma pessoa irá perder.
Nos dados apresentados pela Dieta3Passos, é reportada uma perda média de 6 kg no primeiro mês e uma redução média de 18 kg ao sexto mês.
Estes valores representam médias e não uma promessa individual. O resultado depende, entre outros fatores, do peso e composição corporal iniciais, características individuais e adesão ao programa.

Esse é precisamente o objetivo do terceiro passo do método.
Depois da fase de emagrecimento, a alimentação evolui para uma abordagem baseada no padrão mediterrânico e orientada para a gestão do peso.
Nos dados apresentados pela Dieta3Passos, 88% dos participantes mantiveram uma perda igual ou superior a 5% do peso inicial um ano depois de atingirem o peso desejado.
A manutenção continua, no entanto, dependente dos hábitos e características individuais.

O acompanhamento da Dieta3Passos é realizado por nutricionistas.
Durante o programa, o nutricionista acompanha a evolução, composição corporal e adesão e adapta a estratégia nutricional quando necessário.
Nos dois primeiros passos, o método prevê acompanhamento semanal. No terceiro passo, o acompanhamento passa a ser realizado de forma regular.

Não existe uma estratégia de emagrecimento adequada a todas as pessoas.
A indicação deve ser avaliada individualmente, considerando idade, estado de saúde, medicação, objetivos e necessidades nutricionais.
É precisamente por esta razão que a Dieta3Passos inclui avaliação e acompanhamento por nutricionista.

A Dieta3Passos disponibiliza acompanhamento presencial através da sua rede de locais de consulta em Portugal e acompanhamento online.
No website Dieta3Passos é possível pesquisar o local de consulta mais adequado ou solicitar o agendamento de uma avaliação nutricional.

Sim.
A Dieta3Passos disponibiliza acompanhamento nutricional online para quem prefere realizar o programa à distância ou não tem um local de consulta conveniente perto da sua residência.
O acompanhamento permite realizar consultas com nutricionista, acompanhar a evolução e ajustar o plano nutricional ao longo das diferentes fases.

Não existe nenhum suplemento alimentar obrigatório para que ocorra perda de peso.
Os suplementos não substituem uma alimentação equilibrada nem são responsáveis, isoladamente, pelo emagrecimento.
Quando utilizados, devem ter uma função definida dentro da estratégia nutricional e ser adequados às necessidades individuais.

Não.
Como o próprio nome indica, um suplemento alimentar destina-se a complementar a alimentação e não a substituí-la.
A base de uma estratégia nutricional continua a ser uma alimentação adequada às necessidades da pessoa.

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